Como abrir conta de investimentos nos EUA morando no Brasil.

Dá para fazer sem morar lá e sem Social Security Number. O que muda é a ordem das decisões, e é ela que evita retrabalho e imposto mal resolvido.

Em poucas linhas

A resposta curta.

Quem mora no Brasil pode abrir uma conta de investimentos nos Estados Unidos sem morar lá e sem ter Social Security Number. A conta fica numa instituição americana, a abertura pede passaporte, comprovante de endereço e um formulário que declara que você não é residente fiscal americano, o W-8BEN.

O dinheiro vai por uma operação de câmbio feita por instituição autorizada pelo Banco Central, e a conta passa a ser declarada no Imposto de Renda daqui. Antes de tudo isso vem uma decisão que costuma ser pulada: quem vai orientar o investimento lá, e com qual obrigação perante você.

Passo a passo

O passo a passo, na ordem certa.

Cada etapa depende da anterior. Inverter a ordem é o que mais gera custo e retrabalho.

01

Definir o objetivo

Proteção de moeda, acesso a outro mercado, sucessão ou um plano de vida fora. O objetivo decide quanto levar, em que nome a conta fica e qual estrutura faz sentido.

02

Decidir em nome de quem

Conta em nome próprio, conjunta ou em nome de uma estrutura, como uma offshore. A escolha tem efeito sucessório e tributário nos dois países, por isso vem antes da abertura.

03

Escolher quem orienta

Uma corretora executa ordens. Um consultor registrado como RIA presta consultoria com dever fiduciário, a obrigação legal de agir no interesse do cliente. Também existe o modelo de indicação, em que quem atende você no Brasil repassa o atendimento a terceiros.

04

Abrir a conta

Passaporte, comprovante de endereço, informações sobre renda e patrimônio e o formulário W-8BEN. Em geral o processo é feito a distância.

05

Enviar os recursos

Por contrato de câmbio com instituição autorizada pelo Banco Central, com origem do dinheiro documentada. O mesmo cuidado vale para trazer os recursos de volta.

06

Declarar no Brasil

A conta e os investimentos entram na declaração de Imposto de Renda. Desde 2024, os rendimentos de aplicações no exterior de pessoa física seguem a Lei 14.754/2023. Acima de certo valor, também há declaração de capitais no exterior ao Banco Central.

Corretora, RIA ou indicação: qual a diferença.

Na corretora, você decide sozinho e ela executa. No modelo de indicação, o escritório brasileiro apresenta você a uma estrutura americana e, em geral, deixa de responder pelo atendimento lá. Com um RIA, quem aconselha tem registro próprio e responde por dever fiduciário perante o regulador americano.

Num modelo com RIA, quem aconselha e quem guarda os ativos costumam ser empresas diferentes: o consultor orienta, e a custódia fica numa instituição financeira separada. O registro de qualquer RIA, inclusive os custos e conflitos de interesse declarados, pode ser conferido no cadastro público da SEC, o Investment Adviser Public Disclosure.

O que costuma dar errado.

Abrir a conta em nome próprio e só depois pensar em sucessão. Ativo americano em nome de pessoa física estrangeira pode ficar sujeito ao imposto sobre herança dos Estados Unidos, e mudar a titularidade depois custa mais do que decidir antes.

Tratar o câmbio como detalhe. Enviar recursos sem documentação da origem, ou por canal informal, cria problema que aparece anos depois, na declaração ou no inventário.

Resolver o imposto depois que o dinheiro já foi. As regras são diferentes de cá para lá, e o desenho deve ser feito com o contador e o advogado da família desde o começo.

Como a Origem conduz isso.

A Origem tem operação própria nos Estados Unidos. A Origem International Advisory LLC é Registered Investment Adviser registrado na SEC e no estado da Flórida, firma 333738, com escritório em Miami.

Na prática, o time do Brasil e o dos Estados Unidos conduzem juntos a conta, a carteira em dólar e o desenho do arranjo no exterior, junto com os assessores contábil e jurídico do cliente. A Origem não presta consultoria tributária.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam.

Se a sua pergunta não estiver aqui, é só perguntar.

Preciso morar nos Estados Unidos para abrir conta de investimentos lá?
Não. Residente no Brasil pode abrir conta de investimentos nos Estados Unidos, dentro das regras dos dois países. O que muda é a documentação, incluindo o formulário W-8BEN, e o desenho tributário.
Preciso de Social Security Number?
Não. Quem não é residente fiscal americano abre a conta com passaporte e declara essa condição no formulário W-8BEN.
Como o dinheiro sai do Brasil?
Por contrato de câmbio com instituição autorizada pelo Banco Central, com a origem dos recursos documentada. O mesmo vale para o retorno.
Preciso declarar a conta no exterior?
Sim. A conta e os investimentos entram na declaração de Imposto de Renda, e os rendimentos seguem a Lei 14.754/2023 desde 2024. Dependendo do valor, também há a declaração de capitais brasileiros no exterior ao Banco Central. O enquadramento do seu caso deve ser feito com o seu contador.
Qual a diferença entre um RIA e uma corretora americana?
A corretora executa as ordens que você dá. O RIA, Registered Investment Adviser, presta consultoria de investimentos com registro na SEC ou no estado e responde por dever fiduciário, a obrigação legal de agir no interesse do cliente.
A Origem tem RIA próprio nos Estados Unidos?
Sim. A Origem International Advisory LLC é registrada na SEC e no estado da Flórida, firma 333738. O registro é público e pode ser conferido no Investment Adviser Public Disclosure. Registro não significa aprovação ou endosso da SEC.

A Origem International Advisory LLC é Registered Investment Adviser registrado na Securities and Exchange Commission e no estado da Flórida, firma 333738. O registro não implica endosso, aprovação ou recomendação por parte de qualquer órgão regulador nem determinado nível de qualificação. Conteúdo de caráter informativo, não constitui oferta, recomendação ou consultoria de investimentos, tributária ou jurídica. Investimentos no exterior envolvem riscos, inclusive de variação cambial e de regime tributário.

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