
Para muitos empresários, a empresa e a família dividem a mesma conta. Separar as duas é um hábito do dia a dia e, depois, uma decisão de estrutura.
Em poucas linhas
No dia a dia, separar é ter contas diferentes, retirar dinheiro da empresa só como pró-labore ou distribuição de lucros registrada e não pagar despesa pessoal pelo caixa do negócio. Isso protege a empresa, deixa a contabilidade em ordem e evita problema com o fisco.
Na estrutura, separar é decidir onde ficam os bens da família, quais garantias pessoais você dá aos financiamentos da empresa e como o patrimônio passa para a próxima geração. Aí entram, quando fazem sentido, holding, seguros e planejamento sucessório.
Passo a passo
Os três primeiros não dependem de nenhuma estrutura nova.
Conta e cartão da empresa só para a empresa, conta pessoal só para a família. Parece óbvio, e é o passo que mais se pula.
Dinheiro sai da empresa como pró-labore, com os encargos devidos, ou como distribuição de lucros apurados e registrados. Retirada sem registro mistura os patrimônios na contabilidade.
Aval e fiança pessoal em empréstimos da empresa ligam o patrimônio da família ao risco do negócio. Saber quanto disso existe é o primeiro passo para negociar ou reduzir.
Imóveis da família em nome da empresa, ou o contrário, misturam riscos e complicam a sucessão. Às vezes uma holding patrimonial organiza isso; às vezes, não é necessária.
Quem assume a empresa, quem recebe só a participação, o que acontece se um sócio morre. Acordo de sócios e seguros resolvem parte disso antes que vire disputa.
Na Justiça, a confusão entre o patrimônio da empresa e o dos sócios é uma das hipóteses que permitem atingir os bens pessoais por dívidas do negócio. No fisco, retiradas sem registro podem ser tratadas como renda tributável. Na sucessão, ninguém sabe ao certo o que é de quem.
Além disso, sem separação o empresário não sabe quanto a empresa realmente lucra nem quanto a família realmente gasta.
Uma holding patrimonial é uma empresa que passa a ser dona dos bens da família, separada da empresa operacional. Pode organizar a gestão dos imóveis e participações e facilitar a sucessão.
Ela não é escudo automático contra dívidas, tem custo e exige contabilidade própria. Faz sentido quando o patrimônio e a família justificam a estrutura, e o desenho é feito com advogado e contador.
A Origem Wealth, consultoria registrada na CVM, organiza a visão do patrimônio da família e da empresa e desenha a estrutura junto com o advogado e o contador do empresário. As frentes de crédito e de proteção patrimonial do Grupo entram quando o caso pede rever garantias ou proteger a sucessão dos sócios. A Origem não presta consultoria jurídica nem tributária.
Perguntas frequentes
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