Como funciona a sucessão patrimonial.

Todo patrimônio passa para alguém. A diferença está em quanto disso foi decidido antes, com calma, e quanto vai ser decidido depois, sob pressão.

Em poucas linhas

A resposta curta.

Sem nenhum planejamento, o patrimônio passa aos herdeiros por meio do inventário, judicial ou em cartório, e paga o imposto estadual sobre herança, o ITCMD. O processo pode levar tempo e, enquanto não termina, os bens ficam sem poder ser vendidos ou divididos livremente.

Planejar a sucessão é decidir antes, em vida, como isso vai acontecer: testamento, doação, holding familiar, previdência privada e seguro de vida são instrumentos que podem ser combinados. A escolha depende da família, dos bens e da lei do estado, e é desenhada com advogado e contador.

Passo a passo

Por onde começar, em quatro passos.

A ordem importa mais do que o instrumento.

01

Fazer o inventário em vida

Listar o que existe: investimentos, imóveis, participação em empresas, previdência, seguros e bens no exterior. Sem essa visão, qualquer estrutura nasce incompleta.

02

Conversar sobre o que a família quer

Quem deve receber o quê, quem vai cuidar da empresa, o que precisa de liquidez imediata. A lei reserva metade do patrimônio aos herdeiros necessários; a outra metade pode ser destinada livremente.

03

Escolher os instrumentos

Testamento, doação com usufruto, holding familiar, previdência e seguro de vida resolvem problemas diferentes. Quase sempre a resposta é uma combinação.

04

Revisar com o tempo

Casamento, nascimento, venda de empresa e mudança de lei alteram o plano. Sucessão bem feita é revisada, não só assinada.

Doação em vida ou herança.

Na herança, os bens passam depois do falecimento, pelo inventário, com o ITCMD calculado nesse momento. Na doação, eles passam em vida, também com ITCMD, e podem vir com cláusulas como usufruto, em que quem doa continua usando e recebendo a renda do bem.

Doar antes não é sempre melhor. Depende da idade, da relação entre os herdeiros, do tipo de bem e das regras do estado, que mudam. Por isso a decisão é feita caso a caso, com advogado e contador.

Holding familiar: quando faz sentido.

A holding familiar é uma empresa que passa a ser dona de parte dos bens da família, e os herdeiros recebem cotas dela. Pode organizar a gestão, facilitar a divisão e evitar que bens fiquem parados num inventário.

Ela tem custo de abertura e de manutenção, contabilidade e regras próprias. Faz mais sentido quando há imóveis ou participações relevantes e mais de um herdeiro; para patrimônios simples, outros instrumentos podem resolver com menos estrutura.

Como evitar um inventário demorado.

Quando todos os herdeiros estão de acordo e os documentos estão em ordem, o inventário pode ser feito em cartório, em geral mais rápido do que o judicial. Bens já organizados, dívidas conhecidas e liquidez para pagar o imposto ajudam a não travar o processo.

Previdência privada e seguro de vida com beneficiários indicados costumam ser pagos sem passar pelo inventário, o que dá liquidez à família nos primeiros meses. As regras de tributação variam e devem ser conferidas.

Como a Origem participa.

A Origem Wealth, consultoria registrada na CVM, organiza a visão do patrimônio e a estrutura sucessória junto com o advogado e o contador da família. A Origem não presta consultoria jurídica nem tributária: o desenho legal e o cálculo de imposto ficam com esses profissionais.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam.

Se a sua pergunta não estiver aqui, é só perguntar.

O que é planejamento sucessório?
É decidir em vida como o patrimônio vai passar para a próxima geração, combinando instrumentos como testamento, doação, holding familiar, previdência privada e seguro de vida, para reduzir conflito, custo e tempo de inventário.
Qual a diferença entre doação em vida e herança?
Na herança, os bens passam depois do falecimento, pelo inventário. Na doação, passam em vida, e podem vir com cláusulas como usufruto. Nos dois casos incide o ITCMD, imposto estadual com regras que variam de estado para estado.
O que é holding familiar?
É uma empresa criada para ser dona de parte dos bens da família, com os herdeiros como sócios. Ajuda a organizar a gestão e a sucessão, mas tem custo de abertura, contabilidade e manutenção.
Vale a pena abrir uma holding familiar?
Depende do patrimônio e da família. Costuma fazer mais sentido quando há imóveis ou participações em empresas e mais de um herdeiro. Para patrimônios simples, outros instrumentos podem resolver com menos custo. A análise é feita com advogado e contador.
Como evitar um inventário demorado?
Deixando bens e documentos organizados, dívidas conhecidas e liquidez para o imposto. Quando os herdeiros estão de acordo, o inventário pode ser feito em cartório. Previdência e seguro de vida com beneficiários indicados costumam ser pagos sem passar pelo inventário.
A Origem faz planejamento sucessório?
A Origem Wealth, consultoria registrada na CVM, organiza a visão do patrimônio e a estrutura sucessória junto com o advogado e o contador da família. A Origem não presta consultoria jurídica nem tributária.

Conteúdo de caráter informativo, não constitui oferta, recomendação ou consultoria de investimentos, jurídica ou tributária. Investimentos envolvem riscos; rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. A Origem Invest é assessor de investimento credenciado ao Safra Invest, nos termos da Resolução CVM nº 178/2023. A Origem Wealth LTDA é consultoria de valores mobiliários registrada na CVM, nos termos da Resolução CVM nº 19/2021.

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